segunda-feira, 4 de julho de 2016

Diário de Bordo - A Seleção

E aos quarenta e cinco do segundo tempo, eis que surgi uma publicação.

Olá, amorecos!

Vocês acharam que hoje não ia ter post? Quase acertaram, porque eu não to com muito pique não.Não é que eu não ame vocês e esse blog, mas tem dia que a gente não quer nem levantar, quem dirá escrever. E cada post aqui, por mais zoeira que seja, tem sempre uma pesquisa por trás. Mas aqui estou, então bora pra resenha de hoje.



Quem nunca ouviu falar de A Seleção?

Não tem como você viver na Terra e não ter escutado um comentário sequer. Essa saga ta bombando tanto que por mais que você tente se esconder, ela sempre acaba encontrando você.



Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de suas vidas. A oportunidade de escapar da vida estabelecida para elas desde o nascimento. Entrar em um mundo de vestidos brilhantes e joias de valor inestimável. De viver em um palácio e competir pelo coração do lindo Príncipe Maxon. Mas para America Singer, ser Selecionada é um pesadelo. Isso significa virar as costas para seu amor secreto com Aspen, que é de uma casta menor que a dela. Deixar sua casa para entrar em uma competição acirrada por uma coroa que ela não quer. Viver em um palácio constantemente ameaçado por rebeldes violentos. Então, America conhece Príncipe Maxon. Gradualmente, ela começa a questionar todos os planos que fez para si mesma- e percebe que a vida que ela sempre sonhou não é nada comparada com o futuro que ela nunca imaginou.


Escrito por Kiera Cass, foi lançado 24 de Abril de 2012, lá nos Estados Unidos, e é mais um livro distópico. Mas pera lá. Se você ta achando que esse livro tem alguma coisa a ver com Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner ou qualquer outro livro distópico, sinto muito em lhe informar que você está absolutamente errado. De ação esse livro só tem uns salpicos aqui e ali.

Sim, meus amores. É um romance. Mas não vai achando que é livro de menininha não. Primeiramente porque não existe essa de livro de menina e livro de menino. E, em segundo lugar, o romance só serve pra camuflar as altas criticas que esse livro faz, e que quase ninguém percebeu.

Narrado em primeira pessoa por America Singer, obviamente a protagonista, ele se passa num futuro distópico onde, depois da Terceira Guerra Mundial, os Estados Unidos acaba afundando e se tornando Iléia, uma nova nação. 

Isso sim já é super comum nos livros distópicos como, por exemplo, Jogos Vorazes.

O que não é comum é que, logo depois de se reerguer Iléia se torna uma monarquia. Isso mesmo. E como tradição casa todas as princesas com príncipes de outros reinos e os príncipes com plebeias. E como se faz isso?

Lembra do conto da Cinderela? Onde ocorre um baile e o príncipe escolhe sua esposa? É mais ou menos isso.

Mas ao invés de se escolher a esposa numa noite, aqui o processo é bem mais lento, e mais realista. Trinta e cinco garotas são escolhidas, uma para cada província, e passam alguns meses no palácio. Tudo é televisionado como num reality show, e elas são submetidas à diversos testes. Também são educadas com aulas de história e de etiqueta, além de uma boa dose de diplomacia. Enquanto isso, o príncipe tem que se decidir, através de conversas e encontros. 

Tudo isso parece um sonho para uma grande parte das garotas. Eu mesma já sonhei em ser princesa, embora tenha abandonado esta ideia e me apaixonado por super heroínas. Mas America faz parte da pequena parcela que acha isso um circo de horrores e prefere ficar em casa, muito obrigada.

Além disso, ela possui um segredo. Quase todos os fins de semanas,e alguns dias excepcionais, ela se encontra com Aspen, logo depois do toque de recolher.

Mas não pense você que este livro é todo cor de rosa não. Como eu já disse, se trata de uma distopia e nada, absolutamente nada,é perfeito numa distopia. George Owrell esta ai pra não me deixar mentir.

Esta sociedade é dividida em castas. Aqui está um pequeno exemplo, para vocÊs entenderem melhor.



É claro que essas não são as únicas profissões que existem, mas já deu pra ter uma ideia, não é mesmo?

America é uma cinco. E uma ótima cinco, diga-se de passagem. Canta e toca vários instrumentos. Tanto que a chantagem que sua mãe lhe faz para conseguir que ela participe da Seleção é a promessa de que ela poderá trabalhar sozinha e guardar uma parte do dinheiro para si.

America, que já havia concordado em participar a pedido de Aspen, não hesita em aceitar.

Mas ela não queria a Seleção. Não queria o príncipe, e não queria ter mordomia e tudo ao seu bel prazer.

Ela queria casar com Aspen e vivia imaginando quando e quantos filhos teriam. Ela era pobre, numa eterna corda bamba que teimava em balançar e Aspen mais ainda. Ele era um seis. O que significava que às vezes sobrava dinheiro para a comida, às vezes não. Por isso America se preocupava com o futuro, pensando em como faria para não ter muitos filhos já que métodos anticoncepcionais eram apenas para os ricos. 

Mas tudo muda quando ela escolhida para a Seleção. Sem nenhuma outra opção, ela se vê a caminho do palácio,junto com outras selecionadas, completas estranhas. 

"Na manhã seguinte, me vesti com o uniforme das Selecionadas: calças pretas, blusa branca e a flor de minha província - um lírio - em meu cabelo. Meus sapatos eu pude escolher. Eu peguei um par de sapatilhas vermelhas bem gastas.
Eu achei que eu devia deixar claro desde o início que eu não era material para princesa."

America desde o começo se impõe, mostrando que era diferente das outras e nem queria está ali pra começo de conversa. O que acaba intimidando algumas meninas. Ela meio que é excluída e fica sempre de lado nas conversas. Não que isso a importe. Mas às vezes ela se pega perguntando- se porque tantas a odeia sem motivo algum. 


"- E ainda mais você, uma pessoa quieta e misteriosa...
- Não sou misteriosa - cortei.
- É um pouco. E ás vezes as pessoas não sabem se interpretam o silêncio como confiança ou medo. Elas olham como se você fosse um inseto para que você talvez se sinta como se fosse."

Com uma escrita leve, não fica difícil mergulhar de cabeça no livro. A primeira pessoa também ajuda, visto que acabamos conhecendo America mais facilmente e a entendendo. Confesso que se não fosse assim, muitas ações dela me deixaria confusa. America é impetuosa, mas possui uma inocência em se tratando de sociabilidade. Ela também luta o tempo todo contra o Maxon, o príncipe, acreditando em todas as ideias pré-concebidas que tem sobre ele. Mas é claro que ele não é nada do que ela pensava.

Não tem como negar que A Seleção é envolvente. O livro desperta a nossa curiosidade, seja sobre a história do país ou os sentimentos de America. Mas é preciso ler com muito cuidado, já que a verdadeira crítica se esconde nas entrelinhas e muitas vezes passa despercebida. 

Mesmo se tratando de manipulação de massas, elitismo e ocultação da verdade, a história consegue ser bem leve, sem apresentar nenhum problema na compreensão. É instigante e nos faz sempre querer mais. Mais uma página. Mais um capítulo. Mais um livro.

Bora tirar esse preconceito da cabeça e se aventurar por outros mares, quer dizer, outros gêneros. 

Atualmente a saga chegou a fim. A Coroa, lançado agora em maio, foi o ultimo livro desta saga. Mas a gente nunca sabe, se tratando de Kiera. Vai que dá uma louca nela e temos mais livros por ai.

Seja como for, você goste ou não, não tem como ler esta saga e não mudar seu modo de vê o mundo. 

E pra quem ainda não superou, este livro vai virar filme. Os direitos foram comprados pela Warner Bros, mas não há ainda nenhuma data ou elenco.

Ficamos na torcida mesmo. Problema nenhum.

Enquanto isso, a gente vai relendo a saga toda...


P.S:
Dá uma olhada neste bug do Google Books!

É pra enfartar qualquer professor de filosofia.






2 comentários:

  1. E aí, Mila?
    Eu amo A Seleção exatamente por esse diferencial que ela tem.
    Adorei a forma com que você resenha, miga, tu tem futuro.
    No começo da série eu era apaixonada pelo Aspen, mas quem é que resiste ao Maxon?
    Se você gostou da série, experimente ler a trilogia Eva.
    É uma distopia também e tem várias críticas e tretas envolvidas. E um romance diferente, nota 10.

    Ps.: Faz tempo que li A Seleção, mas a Singer é da casta 5 ou da 4? Essa imagem das castas ta meio bugada também.

    Beijinhos da Mady.
    htpp://mdl-magodoslivros.blogspot.com

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  2. Haha, obrigada. Acredita que só vi seu comentário agora? Pois é.
    Também cai de amores pelo Aspen, mas não demorei muito pra começar a shippar a America com Maxon. Mesmo assim o Aspen é o meu preferido e eu o escolheria.
    Já ouvi falar sobre essa trilogia e estava pensando mesmo em começar a ler. Acho que vou seguir o seu conselho.

    P.S: Ela é da casta 5 e sim, a imagem ta péssima.

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