domingo, 9 de abril de 2017

{Resenha} A Rainha Vermelha

Olá amoras! Como vocês estão? Eu esto muito bem, obrigada.
Sei que estou em debito com vocês, já que faz algum tempo que não nos falamos. Mas como já expliquei antes, minha vida tem sido uma loucura e ainda não consegui colocá-lá nos eixos. Mesmo assim, vamos continuar tentando.

Apesar de tudo está corrido, consegui arranjar algum tempo para ler e que bom que o fiz, assim consegui conhecer a incrível história que vim compartilhar com vocês.  Estou falando de A Rainha Vermelha, é claro.

Sem mais delongas, vamos resenhar.




Título: A Rainha Vermelha
Série: A Rainha Vermelha #1
Autor (a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 424
Ano: 2015

A Rainha Vermelha - O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.




"Nas histórias,  nos antigos contos de fadas, um herói sempre aparece. Mas todos os meus heróis estão longes ou mortos. Ninguém vai aparecer para mim."

Imagine uma sociedade dívida entre poderosos, os prateados, e oprimidos, os vermelhos. Por conta de uma evolução, algumas pessoas ganharam poderes e seu sangue se tornou prata, aqueles que não evoluíram continuaram com o sangue vermelho. E foi assim que está sociedade dívidida e injusta se levantou.

Mare é uma vermelha e vive com sua família  num vilarejo apenas de vermelhos,  o que significa que tudo ali é pobre, fétido e todos tentam sobreviver um dia por vez. Mare tem três irmãos mais velhos, que foram mandado para a Guerra (já chegaremos lá) e uma irmã caçula bastante talentosa.

A guerra teve início entre dois reinos diferentes, casa um interessado nas particularidades das terras vizinhas. Mas como sempre, o sangue mais derramado são dos pobres, no caso os dos vermelhos.

"As guerras prateadas deles é paga com sangue vermelho."

Estamos falando de uma sociedade desigual, onde muitos vivem na miséria para sustentar o luxo de poucos. Os prateados são poderosos,  eles têm poderes e podem controlar a água, a terra ou até mesmo a mente de alguém. Cabe apenas aos vermelhos serem explorados e humilhados, sem nunca ter poder de escolha sobre sua própria vida.

"Os deuses ainda governam. Ainda descem das estrelas. Só não são mais gentis."

Nossa heroina, a vermelha Maré Barrow, sabe que em breve será levada para guerra. Sem emprego, não há saída alguma para ela. Enquanto isso, a garota se contenta em roubar para ajudar a família,  já que a única pessoa que trabalha é sua irmã mais nova, Gira, que é aprendizado como costureira. Seu pai não pode mais trabalhar, ele agora anda de cadeira de rodas por conta da guerra.

Mare é consciente da sua situação, mas a sabe que não há nada que possa fazer para mudá-la. Os prateados estão no poder por uma razão, eles são fortes demais para os vermelhos. Um exemplo disso são as demonstrações de lutas nas arenas, onde os vermelhos são obrigados a assistirem dói prateados se enfrentarem.

"É uma mensagem fria e calculista. Apenas prateados podem lutar na arena porque apenas eles podem sobreviver à arena. Lutam para nos mostrar sua força e poder. 'Vocês não são pare os para nós. Somos melhores. Somos deuses.': é isso que cada golpe dado pelos campeões quer dizer."

Maré acaba virando uma peça do jogo quando é recrutada para trabalhar como serviçal na corte, mas num acidente acaba tendo seus poderes revelados. Mare se descobre diferente, uma vermelha com poderes prateados.

É bem complicado de se resenhar este livro, já que, apesar de ser uma distopia, apresenta um cenário totalmente novo. Primeiro de tudo, quase não há romance na história. E quando os pequenos flashs aparecem, ficamos ainda mais confusas que a própria protagonista.

O foco aqui é a sociedade e o quanto as pessoas são mutáveis. Os personagens são cativantes, mas bastante ambíguos.  Me peguei várias vezes tentando entender em que lado cada um se encaixava.

"Todo mundo pode trair todo mundo."

O lema do livro é forte. E bastante verdadeiro. Posso prometer que reviravoltas é que não vão faltar, cada uma mais surpreendente que a outra. Cuidado em quem você confia.

Sofri bastante lendo e acabei cativando muitos personagens,  o que só me rendeu mais uma rodada de sofrimento. Não tenho palavras para descrever o quanto esse livro é inovador e o quanto me apaixonei por ele. A sorte é que este é apenas o primeiro de uma trilogia, e pelo fim já dá pra ver que as coisas só começaram a esquentar.

"Walsh me surpreende com um abraço.
- Não sei como - ela sussurra -, mas tomara que um dia você seja a rainha. Imagine o que poderia fazer.  A rainha vermelha.
A idéia impossível me arranca um sorriso.
- Vá antes que sua bobeira passe para mim."

Leiam!

Um comentário:

  1. Ameiiiiii o livroooo. Já estou no segundo, e já comprei o terceiro. Muitooo bom torço para que a Mare fica com o Cal, apesar de tudo que aconteceu.

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