terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Desafios de Escrita

Hey amoras! Como vocês estão? Eu estou muito bem, obrigada. E perceberam a minha animação? Isso porque hoje vamos falar sobre um assunto que eu amo e que estava com saudades. Sabe o que é? Isso mesmo, hoje eu vim dar mais uma dica de escrita para escritores amadores.


Mais uma vez eu insisto em comunicar que não sou uma escritora profissional nem nada. Sou só uma garota que ama escrever e que já teve vários problemas em relação a isso e, por saber que existem outros como eu, decidi criar essa coluna para nós ajudarmos.  Afinal, toda dica é válida.

Enfim, preparados?  Porque hoje vamos falar de desafios literários. Yay!

Gente, já deu pra perceber que eu sou a louca dos desafios, não é mesmo? Isso porque eu amo essa expectativa que da, aquele friozinho na barriga, aquela leve ansiedade super saudável. E tem outra: somente quando somos testados que evoluímos.  Filosofei? Não sei. Mas que é verdade, ah isso é.

Eu já torci muito o nariz para desafios literários, não vou negar. Primeiro porque eu considerava uma perda de tempo, já que não me achava capaz. Ah sim, eu sofri muito por conta de auto estima literária baixa. Mas tudo isso mudou quando eu comecei a notar pequenas coisas sobre a minha escrita e gostar dela. Já falamos sobre isso aqui, e se você não viu sugiro que dê uma clicada nesse link.

Enfim, eu perdi muitas oportunidades com isso. Mas tudo mudou, eu me apaixonei por desafios literários e agora vivo constantemente perseguindo-os. Quer ver? Participei recentemente do NaNoWriMo (inclusive documentei tudo aqui) e agora me tornei a louca dos projetos no Wattpad.

Como assim projetos do Wattpad?

Ai gente eu não comentei com vocês? Então deixa eu explicar.

Vocês sabem que eu tenho uma conta no Wattpad e inclusive posto regulamente uma história minha lá  (link do meu perfil na coluna ao lado - apenas para versão web). Mas como loucura pouca não basta, eu resolvi me inscrever em mais três projetos do Wattpad.

Existem vários projetos e concursos nessa plataforma. A diferença de um para o outro é que no fim de um concurso haverão vencedores, em projetos não.

Esses projetos que estou participando são todos musicais. Mas existem projetos sobre romance, ficção histórica, suspense e até mesmo um LGBT, onde os personagens principais tem que fazer parte dessa comunidade colorida.

O primeiro que me inscrevi foi o Projeto AM.  Como vocês podem imaginar, esse projeto pede para que criem histórias  (qualquer gênero menos fanfic) sobre as músicas do álbum do Arctic Monkeys.

Nesse estou participando com a música One For The Road. E vou deixar a sinopse da história no fim desse post para vocês conferirem.

Os outros dois projetos são: Projeto Badlands e Projeto Born To Die.  O primeiro eu estou participando com o Paulo, com a música Drive, mas ainda estamos em fase de criação. O segundo eu me inscrevi semana passada, acho, com Ride, então também nada pronto.

Mas o que quero destacar aqui é a importância desses desafios.

Pra quem tá começando agora, esse tipo de desafio é extremamente util. Até porque no começo tudo é bagunça, é muita idéia e nenhuma organização de roteiro. Você literalmente não sabe por onde começar.
Então participar desses projetos, tendo um tema em mãos, regras a serem seguidas, torna o caminho mais iluminado, mais fácil de ser seguido.

Pra quem ja tem algum tempo de escrita, esses desafios ajudam a renovar a criatividade. Vamos encarar a verdade, chega uma hora em que mal temos idéia.  Não existe tema algum, nenhuma ponta solta para ser seguida. Então ao se inscrever nesses projetos, acabamos nos provando. Principalmente se o tema sugerido for totalmente diferente da sua área.

Eu, por exemplo, tenho idéias que poderiam ir desde romance à fantasia. Mas escrevi apenas romances. Apenas Um Mistério  tem até uma pitada de suspense, mas o romance impera.

Com esses desafios estou deixando o romance de lado. One For The Road tem até uma previsão de romance, mas não haverá foco algum nisso.

Drive e Ride eu não sei dizer muito bem, mas acredito que também não haverá foco num romance propriamente dito.

Além disso, com OFTR estou me vendo num drama muito mais adulto. Entendam, a maioria das minhas idéias eu tive com 15, 16 anos.  Então elas são sim muito infantis, não nego. Até porque os personagens eram infantis.

Agora estou me vendo escrever sobre um garota de 21 anos (complicadissimo) que tá numa outra fase da vida. E é bem gostoso de fazer isso.

Num dia eu estou falando sobre dramas adolescentes de garotas de 16 anos. No outro estou falando sobre as aprovações da vida adulta de uma mulher de 21. E esse ping pong é muito satisfatório. Até porque estou justamente no meio, já que tenho 18. Ainda tenho dramas adolescentes e aos poucos me vejo dentro desse circulo de responsabilidades e prazos.

Com isso, a escrita se reinventa.

Se vocês forem ver o jeito que eu escrevo uma história e o jeito que escrevo a outra é completamente diferente. São temas diferentes, personagens diferentes e fases diferentes.

Num há mais comédia,  no outro um pouco mais de drama.

E é justamente isso que quero proporcionar a vocês.

Seja qual for o seu gênero, se você escreve melhor suspense, romance ou comédia. Se você ama detalhar cenas de lutas ou momentos de terror. Não importa. Procure desafios literários e se arrisque.

Nem precisa ser no Wattpad. Há tanto sites por aí, até nos blogs com uma linha de pensamento parecida.

Eu mesma estou participando do Projeto Escrevendo Sem Medo do Blog historiar (mais informações aqui) onde a cada mês os inscritos tem que fazer um texto de um tema diferente. E são diversos temas, prosa ou poesia  (medinho desse ultimo).

Parece aterrorizador? Parece.  Da medo de falhar? Da. Mas a questão é justamente essa: não existem falhas.

Ao praticar nesses desafios, você desenvolve ainda mais sua escrita e de quebra ainda rompe seus limites. Quem tem facilidade em prosa, vai se ver escrevendo poesia. E quem vive escrevendo poesia, vai acabar escrevendo uma crônica por exemplo.

Estamos falando de evoluir. E isso só pode acontecer quando sairmos da nossa zona de conforto. Temos que sair da água, descer das árvores.  Enfim, explorar um território novo.

E seja qual for o resultado, estamos evoluindo,  então tudo é válido.

Por hoje foi só gente, mas pensem com carinho no que eu disse aqui e me contem nos comentários.



One For The Road

O sonho de Valentina sempre foi ser uma rockstar. Desde pequena, ela foi influenciada pelo tio e pelo pai, ambos apaixonados por rock. Ela foi criada e embalada pelo rock, então era natural que desejasse tanto fazer parte disso. Até criou uma banda quando estava no ensino médio, mas seu sonho teve que ser deixado de lado quando seu pai sofreu um ataque do coração.
Tentando ajudar a família nas finanças, já que seu pai não podia mais trabalhar e o auxílio do governo não ajudava muito, ela largou a faculdade de música, entrou na administração e passou a trabalhar em tempo integral.
Hoje Valentina vive uma vida estável. Estável e tediosa. Com apenas 21 anos, ela está prestes a concluir a faculdade e não tem tempo para namorados ou festas. Toda sua vida gira em torno da saúde do seu pai.
Mas a vida acaba lhe dando outra rasteira. Seu pai tem outro infarto quando ela estava no trabalho, deixando-lhe arrasada.
Em luto, e refletindo sobre tudo que lhe aconteceu, Valentina percebe o quanto teve que abrir mão dos seus sonhos, e decide que isso não vai mais acontecer.

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