sábado, 13 de agosto de 2016

Rick Riordan

Olá, olá!

É sábado e tem post no blog? Sim, pois é, pois é, pois é. Depois de uma rápida pausa, vamos voltar com força total a nossa coluna especial para os nosso queridos escritores. E se você é escritor iniciante e procura um espaço em blogs, mande um email pro Viagem Literária que a gente conversa. No final desse post eu deixo o endereço, okay?

Agora, sem mais demoras, vamos falar sobre Rick Riordan!









"Os leitores jovens em especial gostam de fugir da realidade e visitar um mundo novo. É mais fácil ler sobre pessoas fazendo coisas incríveis como lançar feitiços e montar dragões do que sobre pessoas fazendo coisas comuns como ir à escola. Os adolescentes já conhecem essa vida. É bom fingir que você é outra pessoa de vez em quando."












Richard Russel Riordan, Jr nasceu em 5 de julho de 1964. O que um torna um legítimo canceriano. Fato que não o impediu de despedaçar nossos coraçõezinhos com alguns dramas que a série traz. Acho até que foi o seu lado canceriano que acabou nos provocando algumas lágrimas e reflexões.
Mas vamos deixar de formalidade. Vamos chamá-lo de Rick ou, o meu apelido favorito, Tio Rick.  

Texano com orgulho, o menino Rick nasceu na cidade de San Antonio.

O Rick era professor de inglês do ensino fundamental e afirma que isso se deve por conta da influência de uma professora de inglês em sua vida. Já no oitavo ano, Rick escrevia a sério e teve muita ajuda dessa professora, que sempre acreditou nele e o encorajava a publicar seus escritos.

Moça, eu não te conheço, mas obrigadinho!

Tio Rick diz que uma das suas razões para se tornar professor foi a oportunidade de incentivar jovens escritores. Foi o que mais pesou na hora de decidir abandonar o magistrado.

Mas não foi nessa época que nasceu a vontade de escrever não.

Rick escrevia uma porção de contos quando mais novo. Chegou até mesmo a mandar alguns para editores, mas foram rejeitados.

*Nota Divertida* Sua mãe guardou a primeira carta de rejeição, da Isaac Asimov Science Fiction Magazine, e lhe mostrou novamente depois que ele foi publicado. 

Quando estava na faculdade, ele deixou seus talentos de escritor de lado e se jogou na música. Você consegue imaginar o Tio Rick como vocalista de uma banda de folk rock? Não. Mas ele já foi. É minha gente, também fiz essa mesma cara que vocês estão fazendo agora.

O gosto pelo mistério nunca abandonou Rick, que sempre devorava livros desse gênero.

Foi quando ele e sua esposa se mudaram do Texas que ele voltou a escrever. Em São Francisco, a saudade de sua terra natal era tão grande que ele teve que retratá-la em uma história. Foi assim que nasceu Tequila Vermelha.


"A ideia me pegou de jeito e não me deixou em paz até o manuscrito estar pronto. Meu conselho a aspirantes a escritor é: você deve encontrar algo que PRECISA escrever. Quando encontrar, vai saber, porque o tema não vai deixá-lo em paz. Escrever só porque você quer ser publicado não é suficiente. Você precisa ser compelido a escrever. Se não for, nada mais que você fizer importa."



E o homem sentia que dessa vez seria diferente, dessa vez seria publicado.

Não deu outra.

Terminou o escrito em junho de 1994, mas ele só foi publicado em junho de 1997, três anos depois.

Além da experiência e da história praticamente o obrigar a escrevê-la, Rick teve também uma ajudinha.

Assim que terminou de escrever, correu atrás de agentes. A única que lhe disse sim era uma professora de escrita criativa/autora em São Francisco. Além de ajudá-lo a "arredondar" o texto, ela ainda permitiu que ele colocasse seu nome nos emails que enviou.

"Muitos editores disseram não, cada um por um motivo. Alguns adoraram a história, mas detestaram os personagens. Outros adoraram os personagens, mas não a história. Não parecia haver consenso. Por fim, recebemos uma oferta da Bantam Doubleday Dell, e a série foi publicada."

Mais uma que temos que agradecer.

Agora vamos para a história de como surgiu Percy Jackson. Acho que a maioria de vocês já ouviu. Quantas publicações no facebook compartilharam essa história, passando de perfil em perfil, de fã pra não fã. Mas acho importante frisá-la, além do fato dela ser um amorzinho.

Pra quem não sabe o filho do tio Rick, Haley, foi avaliado por conta de problemas de aprendizado e descobriu que tinha TDAH e dislexia. 


"Como professor, trabalhei com muitos alunos com dificuldades de aprendizagem. Tomei parte em avaliações e testes e implementei mudanças nos meus métodos de ensino. Mas, de alguma forma, é diferente quando o seu filho está passando pelo processo. No fim das contas, inscrevemos Harley no programa Scottish Rite, que atende a crianças com dificuldades de leitura, como a dislexia. Ele está muito melhor agora, mas não foi um processo fácil."


O papai Rick arregaçou as mangas e passou a procurar livros que explicassem melhor o que seu filho estava passando.

Depois disso, seu filho pediu para que ele contasse mitos gregos. O garoto estava estudando isso na escola e, como sabia que seu pai já havia lecionado sobre isso, pediu uma ajudinha. Rick atendeu. Quando os mitos acabaram, o garoto pediu para que tio Rick criasse uma história nova com os mesmos personagens.


"Então me lembrei de uma atividade de escrita criativa que eu costumava fazer com os meus alunos do sexto ano: eu pedia a eles para criarem o próprio herói semideus, filho ou filha do deus que preferissem, e então precisavam inventar uma aventura em estilo grego para esse herói."


Tio Rick demorou três dias para contar a história toda. Quando acabou seu filho lhe disse que ele devia transformá-la em livro.

Foi o que ele fiz.

Assim que terminou, Rick leu a história para seu filho que adorou. Então ele decidiu pedir uma ajudinha para seus alunos, para ver como a história se dava com jovens um pouco mais velhos. 



"Eu fiquei muito nervoso! Estava acostumado a mostrar o meu trabalho para adultos, mas não fazia ideia se os meus alunos iriam gostar de Percy. Então entendi como eles deviam se sentir ao entregar um trabalho para mim e ter que esperar para receber suas notas! Felizmente, eles gostaram. Também me deram algumas ótimas sugestões."


Os estudantes deram título ao livro, deram algumas ideias de como Percy agiria se tivesse TDAH e um aluno ainda o ajudou a melhorar o funcionamento da espada, Anaklusmo. 

Obrigado de novo? Sim.

Atenção para você que gosta muito da história, mas sua mãe, pai, tia, vó, papagaio vive dizendo que é do diabo e que só existe um só deus, tio Rick tem uma palavrinha pra vocês.


"Não tenho qualquer interesse em mudar ou contradizer as crenças religiosas de ninguém. Logo no início do livro, o personagem Quíron faz uma distinção entre Deus (com letra maiúscula), o criador do universo, e os deuses (com letra minúscula) gregos. Quíron diz que não quer se aprofundar na questão de Deus, mas não tem escrúpulos em discutir os olimpianos, pois eles são uma “questão muito menor.” Os deuses do Olimpo são arquétipos e estão profundamente enraizados no pensamento ocidental, são inseparáveis dele. O livro é uma homenagem ao legado do Olimpo como uma de nossas raízes."


Mostrem isso pros familiares de vocês.

Rick ainda diz que crescemos junto com os mitos, eles estão enraizados na nossa cultura e acredita que é muito importante aprender sobre eles, assim podemos entender melhor como a nossa cultura moderna se formou.


"Se as pessoas querem censurar Percy Jackson alegando que ele retrata os deuses gregos como reais, vão ter que censurar uma boa parte do conteúdo das aulas de inglês em todo o país."


Tio Rick pede ainda que os pais se sintam convidados a ler seu livro e decidir se é ou não adequados para seus filhos.

Agora vamos trazer mais uma polêmica bem gostosinha para vocês: A comparação com Harry Potter.


"Toda nova série de fantasia infantojuvenil é comparada a Harry Potter e isso é inevitável. J. K. Rowling virou o padrão de referência de livros para jovens (e para adultos também, aliás)."


Tio Rick aponta como semelhanças o fato de Harry e Percy viverem num mundo flocorico e mitlogico. 

"Um menino descobre que é especial, treina suas habilidades e derrota um vilão para tomar seu lugar de direito no mundo é a história tanto de Harry quanto de Percy. Mas é também a história de Perseu, Teseu e Hércules, narrativas de mais de três mil anos de idade. A maioria do que as pessoas apontam como semelhanças entre as duas séries vêm direto da mitologia. A série Harry Potter usa folclore e mitologia de um jeito maravilhoso, mas J. K. Rowling não inventou esses elementos."

Mas ele deixa claro que as semelhanças acabam por ai.

Percy e Harry são garotos diferentes. Rick considera Percy ainda mais ousado que Harry, já que o menino que sobreviveu tenta evitar que seus amigos entre numa briga, enquanto que o ladrão de raios é rotulado como bad boy.


"Percy tem mais chances de dar um soco na cara do valentão."

Os dois tem passados diferentes. Os problemas com os pais também são diferentes.

Qualquer comparação com Rowling é um grande elogio, porque sou um grande fã de seus livros. Eu compreendo totalmente por que as crianças adoram Harry Potter. Não dá para superestimar o efeito desses livros sobre os jovens.
Pra quem leu os livros, sabe muito bem o quanto o tio Rick traz um probleminhas da nossa realidade e joga na nossa cara. Um que com toda certeza chocou foi o alerta ambiental que ele faz, no caso da Árvore de Thalia e no encontro com .

"Não ponho mensagens nos livros de propósito, porque meu trabalho é contar uma boa história, não pregar minha ideologia. No entanto, escolho temas da mitologia grega que ainda são discutidos no mundo moderno, e com certeza a relação do homem com a natureza é um deles. Sempre fui fascinado pelo deus Pã e sua morte declarada em tempos antigos. Parecia um tema muito relevante para os leitores atuais."

Eu adorei falar um pouco sobre o Rick aqui com vocês. Confesso que ele não é o número um na minha lista, gosto das histórias dele e respeito todo o seu percurso até aqui. Mas sua escrita não é a minha favorita.

Mesmo assim, falar sobre ele foi como conhecê-lo um pouco mais. Lemos tantos livros e no máximo sabemos o nome de algum escritor. Seus legados são as histórias que contam, nunca a história que vivem.

Quando decidi que a pausa para essa coluna tinha acabado, decidi trazer à tona Rick Riordan, já que polêmica é o que não falta na vida desse homem. Polêmica e talento.

As citações que eu trouxe aqui podem ser encontradas no site do Rick Riordan. Uma plataforma que eu amei, vamos deixar bem claro. Quem quiser conferir, só clicar em Tio Rick.

Por hoje é só, pessoinhas. Nos vemos na segunda feira.

Vou finalizar com um recadinho do tio Rick para nós, futuros escritores.




"A primeira coisa de que um jovem escritor precisa é de um mentor que acredite em seu talento. Portanto, não tenha medo de pedir ajuda! Encontre um professor que você respeita. Entre em contato com outros autores. Você vai descobrir que um e-mail educado muitas vezes é respondido.

Em segundo lugar, leia muito! Leia tudo o que puder. Você vai refinar a sua escrita imergindo nas vozes, nos estilos e nas estruturas dos escritores que vieram antes de você.

Em terceiro lugar, escreva todos os dias! Tenha um diário. Anote histórias interessantes que ouviu por aí. Descreva as pessoas que vê. Não importa muito o que for, o importante é escrever. Escrever é como praticar esportes, você só vai evoluir se praticar. Senão, os músculos da escrita atrofiam.

Por fim, não desanime! Rejeição faz parte do processo, e dói. O truque é não desistir. Se quiser, forre as paredes do quarto com as cartas de rejeição, mas não desista."


Anotou direitinho? Muito bem. Até segunda povo!

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