quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Narrador, quem?


Imagine a seguinte situação:

Eis que você acaba de ter uma brilhante ideia. Já tem em mente cada mero detalhe das personalidades de todos os personagens. Sabe qual vai ser o cenário, o tema e até o que vai acontecer no final. E mais. Você gostou dessa ideia. Tem absoluta certeza de que dessa vez vai. É a sua chance de ouro.

Mas então, quando tudo parecia perfeito uma dúvida lhe aparece: primeira ou terceira pessoa?


Todo mundo já passou por essa dúvida. Até mesmo os menos indecisos já se perguntaram sobre isso alguma vez.

Se você tem ou já teve essa dúvida é melhor prestar bastante atenção no post de hoje. Garanto que ele vai salvar vidas.

Hoje nós vamos discutir os prós e contras de cada tipo de narrador. Preparados? Então vamos!



1ª Pessoa:

Vou confessar, adoro escrever em primeira pessoa.
Sinto como se a ligação personagem-leitor fosse ainda maior. Isso porque o leitor tem acesso fácil aos pensamentos e sentimentos do personagem em questão. Não tem achismo. É certeza.
Pode ser que o seu livro tenha um certo ar mistério e daí a ligação não será tão forte assim. Mas fora isso, o leitor tem certeza do que o personagem está fazendo e do porquê.
A desvantagem é quando se trata dos outros personagens. 
A visão geral fica mais limitada. Só conhecemos um pensamento e uma única perspectiva.
Isso pode te atrapalhar ou facilitar sua vida. Vai do jeito que você vai utilizar essa visão.

3ª Pessoa:

Mesmo que eu tenha uma queda por primeira pessoa, não vou negar que um narrador observador tem suas vantagens.
A visão é muito mais ampla e imparcial. Os fatos não são influenciados pelo achismo do personagem e isso torna a história ainda mais verídica. Não há talvez, e se, ou quem sabe. Há apenas a certeza.
Aconteceu desse jeito e pronto. 
Claro.
Existem casos que o narrador é bastante influenciado.
Uma história minha é um exemplo disso.
Não há vilões ou mocinhos, mas até metade da história o narrador acredita saber quem é o vilão e se deixa levar pela cara de santo do mocinho.
Como eu disse antes, depende de como você vai utilizar isso no seu texto.
Pra quem gosta de mistério, a terceira pessoa é ótimo,já que pode-se apresentar novos personagens e cenários diferentes, sem quebrar o véu do suspense.


Bônus:

Existem por aí algumas histórias que utilizam a 2ª pessoa.
O ambiente se torna ainda mais intimo nesse caso, já que a história narra o que acontece com o próprio leitor.
Nunca tentei escrever assim, mas não vou fingir que me interesso bastante. A perspectiva é totalmente diferente e inusitada. E, falemos a verdade, o novo, o desconhecido sempre nos fascina.
Pros corajosos, vale tentar escrever de uma forma diferente. Quem sabe vocês não se apaixonam?


Por hoje é só amoras. O post atrasou um pouquinho, mas faz parte. O que são alguns minutinhos, né non? Se não tiver atraso, não sou eu.
Mas acredito que tenha valido a pena. Pra mim, pelo menos valeu.

Não se acanhe. Deixe a timidez de lado e comente se gostou, se achou o post meio pombo ou se é indiferente. Críticas e sugestões são sempre bem vindas.

É com o diálogo que se constrói uma relação. Então bora comentar!

Um comentário:

  1. Olá, tudo bem? Adorei a postagem! Também tenho essa dúvida, pois é uma decisão bem importante ao escrever uma estória. Acredito que eu escreveria em primeira pessoa, mas curto mais ler em terceira, eu acho.

    Beijos,
    Duas Livreiras

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