segunda-feira, 30 de maio de 2016

Resenha - Perdida

Geralmente quando ouvimos a palavra "segunda" torcemos o nariz.Também não é pra menos. É o início da semana, ou seja, hora de voltar a trabalhar/estudar. Mas esta realidade está prestes a mudar já que segunda é dia de RESENHA! 

Hoje vamos falar sobre um livro nacional! Hey, o que pensa que ta fazendo? Pode voltando. Vamos falar de nacional sim e eu não quero saber. Cada uma viu...




Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa - ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo - e lindo - Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...









Eu confesso pra vocês que sou apaixonada por romances. Por mais que a imagem de garota frágil e apaixonada não condiga mais comigo, eu ainda me derreto (literalmente) por romances água com açúcar, ou como o mercado diz, chick-lit.

Quando eu conheci esse livro, instantaneamente, soube que deveria lê-lo. E estava certa.

O livro conta a história de Sofia, uma garota que, como eu e você, é apaixonada pela praticidade da tecnologia. Ela não vive sem seu celular, onde guarda suas músicas, livros, planilhas e toda sua vida.  Ela é totalmente contra o casamento e não acredita no amor, com exceção daqueles que se passam nos livros.

"Viver em função de uma única pessoa, como se sua vida só tivesse sentido com ela por perto? (...) Não era um tipo de sentença de escravidão, pelo menos?"

Mas num happy hour com seus amigos tudo muda quando ela acaba por deixar o celular cair na privada. Eca! Quem nunca, né? Como a opção de enfiar a mão na privada de uma banheiro publico era totalmente insana, ela tem que acordar no sábado de manhã, com ressaca, para comprar um novo. Ela só não sabia que esse pequeno aparelho transformaria toda sua vida. Quer dizer... não só sua vida, como também o tempo em que se encontrava.

Ela estava mesmo no século XIX ou aquilo seria uma piada de muito mal gosto?

Infelizmente, ou felizmente como vamos ver adiante, não era uma piada. Ela havia sido transportada para o século retrasado.Com roupas normais ainda por cima! O que acabou por assustar, e ruborizar, Ian Clarke, que passava pela região e resolveu ajudar aquela pobre donzela.

Agora Sofia só pode voltar para casa se terminar sua jornada e descobri quem é. Como? Isso nem mesmo a Sofia sabia.

"Você sempre a deixou (vida) para depois, esperando que ela acontecesse, mas nunca fez nenhum esforço para isso." 

O livro é muito divertido, já que a Sofia é mega atrapalhada e sempre deixa escapar coisas que deixam todos ali chocados. Muitos assuntos importantes são abordados, como o papel da mulher na sociedade. Por mais leve e engraçado que possa ser, ele conseguiu falar sobre esse assunto polêmico com uma naturalidade sem tamanho.

É a Sofia quem narra a história, o que nos ajuda a conhecer essa garota tão estabanada melhor. Alias ela é atrapalhada, estabanada, não sabe se portar direito, não é lá muito educada para esse século e é mais teimosa que o Storm, o cavalo selvagem do Ian.

Espera, eu não contei? O Ian cria cavalos!

O que nos rende algumas cenas bem engraçadas dele caindo do Storm e outras super fofas de sua preocupação com seus animais.

A medida que o tempo entre os dois aumenta podemos ver o crescimento dos dois. Sofia se torna um pouco mais adepta ao romance e passa a se importar não só com sua reputação como também as dos Clarkes. Ian também muda e acaba se tornando mais irresponsável, movido certas vezes por seus desejos. Um influencia o outro.

E vou te contar, esses dois formam um casal perfeito!

"E como dos ímãs poderosos, seus olhos capturaram os meus, a intensidade deles fez meu coração se descompassar. Minha cabeça girava como um liquidificador na potência máxima, e respirar se tornou impossível."

Eita, miga! Se controla.

A Carina Rissi, na minha humilde opinião, soube muito bem retratar essa época tão cheia de preconceitos e regras rígidas. Em nenhum momento senti problemas com o vocabulário dos personagens que, por mais rigoroso que fosse, era leve o tempo todo, de fácil compreensão. Um desafio e tanto visto como eles falavam e se portavam.
Ela também deu uma atenção toda especial aos costumes, explicando cada um deles de um jeito fácil, o que deve ter lhe rendido uma pesquisa que minha nossa... Ta de parabéns!

"Você se preocupa com a castidade e não dá a mínima para o amor? Sabia que casamento é uma coisa séria e que deve ser tratado com... com... - senti a raiva crescer dentro de mi e fiquei ainda mais furiosa por estar sentindo aquilo - ... com cuidado e não como se fosse um negócio! Um casamento já é difícil se os dois estiverem apaixonados, sem amor então, já começará fadado ao fracasso. Você devia ser mais responsável!"

 Quem diria que aquela garota que repudiava o casamento diria uma coisa dessas. É meus amigos, as coisas mudam.

Como a Sinopse mesmo dizia "Perdida é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página." Não poderia estar mais certa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário