segunda-feira, 16 de maio de 2016

Resenha - Extraordinário


Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.



Quando eu ganhei esse livro de presente - sim, eu sou muito sortuda - eu não imaginava o quão importante esse livro se tornaria para mim. Eu já tinha uma vaga noção do que se tratava esse livro, é claro, mas confesso que fui pega de surpresa com a capacidade que esse livro tem de entrar na sua pele e te fazer sentir e pensar como o Auggie.

August, ou Auggie para os íntimos, é um garoto de dez anos que por conta de uma doença biológica nasce com uma deformidade facial. Seus pais decidem que já era hora dele começar a frequentar a escola, já que por causa de suas excessivas cirurgias não fora possível até então e o menino crescera sendo educado em casa por sua mãe, ótima em ilustrações, mas péssima em frações.

Mesmo com a pouca idade, Auggie tem como consequência de sua doença o preconceito. Mas ele lida com isso com uma maturidade e ironia que deixa tudo mais leve, tendo momentos em que ele próprio faz piadas de si mesmo. Porém, há horas em que ele não aguenta e chora, como qualquer outra criança faria. Todos tem seus mal momentos...

Acho que esse é o grande diferencial da história.

Auggie é maduro e sensato e tenta lidar da melhor forma possível em sua situação. Finge não ver os olhares desviados e quase não se incomoda com as reações alheias. Mas também age como criança, chora, tem receios e medos, faz piadas, sonha de olhos abertos e tudo o que mais quer é ter amigos. Além de ter uma verdadeira paixão por Star Wars.

A escrita é leve e fácil, se tornando normal assim se apaixonar pela história. Em sua maioria é narrada por Auggie, o que nos dá o privilégio de saber o que ele sente e pensa, mas há outros personagens que também conta a história, como sua irmã Via. Nessa parte podemos ver a relação de amor e proteção que ela tem por seu irmão, mas também alguns problemas sobre atenção.

Há um momento na história em que Auggie confessa que seu maior desejo é ser normal. Andar pelas ruas sem que ninguém desvie a cara, olhe pro outro lado ou lhe dê um sorriso falso e penoso.O que faz nosso coração pesar e desejar pegar aquela pequena criatura nos braços, numa tentativa de confortar.

Embora não seja uma história triste, há seus momentos de dramas e também aqueles em que desejei fortemente ser capaz de socar alguns dos personagens. Como no caso de um garoto, colega de Auggie, que o trata mal verbalmente. Sim meus amigos, uma amostra de como a sinceridade de uma criança pode machucar.

Porém, no desenrolar da história, nosso pequeno protagonista consegue fazer amigos e, tenho pra mim, que são as melhores partes. Muitas histórias divertidas e emocionantes partem daí e percebemos que eles não repudiam Auggie por sua aparência e apreciam sua amizade.

O desenvolvimento de Auggie também é algo que fica bem claro. Ele começa a história com muitos medos e receios, e age a maior parte das vezes como uma criança mimada e medrosa. Mas ao decorrer da história, ele vai desabrochando, mostrando sua verdadeira personalidade apaixonante e, com ajuda de seus amigos e de seu professor, aprende várias lições que até mesmo em adultos é difícil de ver.

É de fato uma história envolvente, um dos motivos para eu trazer aqui esta humilde resenha. Espero que vocês leiam e se apaixonem tanto quanto eu. Essa é uma daquelas histórias que a gente quer indicar pra um amigo, inimigo e até pros vizinhos. Recomendo à todos!

                                

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